sábado, 11 de janeiro de 2014

Bolhas gigantes!

Esta eu não aprendi com Sofia, nem tem a ver com lidar com birras ou coisas assim. Tem a ver com diversão.

Trata-se de fazer bolhas de sabão gigantes, usando barbante, varetas compridas e solução de fazer bolhas.

Sem tempo para descrever aqui, posto o link para o site original. Veja que bolhas legais!



Link: http://thebroodinghen.blogspot.com.br/2013/06/a-giant-bubble-wand.html

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Pode-se (deve-se) atender a todos os desejos dos filhos? É preciso dizer não?

Não se deve dizer não por dizer não. Ser pai (ou mãe) não é disputar poder com os filhos. Pode-se (deve-se) atender a todos os desejos razoáveis que possam ser atendidos. Se a criança só pedir isso, OK, terá tudo. 

Mas pode-se ir além do razoável? Talvez. Pode haver motivos que justifiquem isso. Mas tem um motivo que acho que não deveria guiar sua decisão de ir além do razoável: a culpa.

Muitos pais têm sido ausentes, pois o mundo de hoje tem demandado muito no trabalho, o trânsito está horrível e leva horas para se ir para casa, e os pais buscam mais sua satisfação pessoal e se anulam menos. Alguns ficam impacientes com os filhos e os castigam. Mas então vem a culpa. E alguns pais sentem que precisam compensá-la. 

Deixam tudo, nunca colocam limites, compram presentes caros e fazem vontades difíceis de serem atendidas. Muitas vezes essa compensação é reforçada pela vontade de se afirmar socialmente, ou pela preocupação de que o filho será rejeitado pelos amiguinhos se não tiver um coisa que está na moda. Então vêm os presentes caros e a tolerância extrema ao comportamento agressivo dos filhos. 

Não acho que se deva ir além do razoável por culpa da ausência (ou da violência). Crianças percebem a diferença e os pais que mostram essa culpa criam nos filhos um sentimento de que há uma dívida para com eles. São credores. E cobram.

Por sorte, não tenho sentimento de culpa em relação à minha filha, mas quando bate um pouquinho, procuro ficar perto dela e dar mais carinho. Minha vida permite e sei que é uma situação particular. Para milhões de pais a coisa é diferente. Mas sempre é melhor preferir o carinho, uma atenção, um cuidado, que um presente. 



quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Criança tem querer sim!

“Criança não tem querer!” Ouvi isso duas vezes nesta semana, de uma mãe e de um pai para seus filhos - de famílias diferentes, esclarecidos, inteligentes, eles próprios uns desobedientes anticonvencionais.

Como assim? Como assim “criança não tem querer”? E se alguém viesse para você e dissesse “pai não tem querer”, ou “esposa não tem querer”, ou ainda “marido não tem querer” e "velho não tem querer" (ah! esta é capaz da pessoa ouvir de seu filho um dia...)? Ou quem sabe “cidadão não tem querer”?

Espera-se que a criança aceite tal limitação?
Claro que não! E foi por isso que essas crianças ao ouvirem isso espernearam, brigaram, ficaram infelizes e revoltadas (com raiva) com seus pais. 


Os pais que dizem que “criança não tem querer” estão educando? 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Por que escrevo neste blog?


Empatia, um rasguinho na calça e sobre a opinião dos outros

Sexta-feira, Sofia (7 anos) chegou triste da escola. A vizinha, que dá carona, não sabia o que era. 
Quando recebi minha filha e fechei a porta, ela desabou em lágrimas. Disse que a sua calça estava furada e que ficou todo mundo falando disso. "Passei vergonha, pai!" 

E o pior é que ela tinha me avisado sobre um rasguinho na calça, mas havia outro, maior. Abracei minha pequena e deixei ela chorar um pouco no meu colo, enquanto dizia: "desculpe, filha, eu sei que é muito ruim isso. Você mostrou o rasguinho e eu esqueci". 

Ela chorou mais um pouco. Coloquei-a no sofá, busquei um lanchinho, deixei ela tomando o leite enquanto busquei um kit de costura. Ainda bem que aprendi a costurar com a minha vó, que só teve netos, e passou suas habilidades para nós. Costurei enquanto contava como eu mesmo tinha passado por isso umas duas vezes, que também senti vergonha. Lembrei que na semana passada estava numa visita a um cliente importante quando notei que minha calça estava rasgada. 

Aproveitei e fui buscar, mostrei para a minha filha, e comecei a costurar a minha calça também. Vi que ela estava calma. Era hora de falar do mais importante: 

_ Filha, não importa o que as pessoas dizem, se sua calça está rasgada ou não, você não tinha culpa sobre isso, você é a pessoa mais legal que eu conheço, o que importa se sua calça está com um rasguinho? O importante é que você é boa com as pessoas e nunca ficaria reparando ou falando das calças delas. Se a gente se importa muito com o que os outros dizem, fica muito difícil ser feliz.
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