domingo, 30 de dezembro de 2012

Quem manipula seu filho com prêmios ensina-o a ser manipulador

É interessante como somos aconselhados a tratar nossos filhos como animais: se seu filho faz algo errado, castigue-o ou ameace com castigo para fazê-lo parar. Mas não tratam mais os animais com castigo, você sabe, pois é desumano. O modo moderno de tratar os animais é com recompensas: um carinho, um petisco, uma palavra de incentivo. Então, muitos estão usando essa técnica com as crianças, mas de uma forma mais sofisticada: prometem presentes, passeios, qualquer coisa que quebre uma regra. 

Bem, já é um avanço. Mas será que as crianças não podem ser tratadas como seres inteligentes, que entendem as razões do certo e do errado? Eu aprendi com Sofia que sim.
Temos que explicar o porquê das coisas, e explicando, sempre, com paciência, e de novo (se necessário). As crianças entendem. Mas se você dá prêmios na esperança de manipular seu filho, acho que está ensinando-o a ser manipulador, e a deixar de tratá-lo como pai ou mãe (ou avô ou avó, etc.) para tratá-lo como fonte desses prêmios. 

Claro, você pode ensinar seu filho manipulador a tratá-lo melhor: ensine-o que o cliente tem sempre razão, que você (o consumidor do comportamento dele) merece o melhor, afinal, você está pagando, certo? Desculpe o sarcasmo, por favor. Foi só um auxílio didático.

Eu evito ameaçar, prometer, dar prêmios. Como resultado, minha filha não manipula, não demanda, não exige. Entramos e saímos de lojas e supermercados sem um pedido, nem mesmo de um doce, uma boneca. Neste mês, fomos juntos escolher um presente de Natal para ela. Eu disse o orçamento. Em cada brinquedo, ela perguntava se estava dentro do orçamento. Terminamos as compras, com ela feliz e sem gastar o limite todo. Não houve manha, nem birra, nem pedidos para comprar algo mais caro.

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