Estava lendo um post sobre 7 coisas que você não deve dizer aos seus funcionários, da Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, e achei que poderiam ser adaptadas aos filhos, como 7 coisas que você não deve dizer ao seu filho:
1) "Eu sou seu pai/mãe e você tem que me obedecer": Sério que seu argumento é este? Não tinha nada melhor a dizer? Não dava para explicar o porquê? Não tem como esperar que esse tipo de argumento seja aceito pelas crianças. Se você ensina que "porque não não é resposta", não pode dizer "porque não". Use a simetria, explique, construa uma base de empatia.
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terça-feira, 8 de abril de 2014
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Criança tem querer sim!
“Criança não tem querer!” Ouvi isso duas vezes nesta semana, de uma mãe e de um pai para seus filhos - de famílias diferentes, esclarecidos, inteligentes, eles próprios uns desobedientes anticonvencionais.
Como assim? Como assim “criança não tem querer”? E se alguém viesse para você e dissesse “pai não tem querer”, ou “esposa não tem querer”, ou ainda “marido não tem querer” e "velho não tem querer" (ah! esta é capaz da pessoa ouvir de seu filho um dia...)? Ou quem sabe “cidadão não tem querer”?
Os pais que dizem que “criança não tem querer” estão educando?
Como assim? Como assim “criança não tem querer”? E se alguém viesse para você e dissesse “pai não tem querer”, ou “esposa não tem querer”, ou ainda “marido não tem querer” e "velho não tem querer" (ah! esta é capaz da pessoa ouvir de seu filho um dia...)? Ou quem sabe “cidadão não tem querer”?
Espera-se que a criança aceite tal limitação?
Claro que não! E foi por isso que essas crianças ao ouvirem isso espernearam, brigaram, ficaram infelizes e revoltadas (com raiva) com seus pais.
Claro que não! E foi por isso que essas crianças ao ouvirem isso espernearam, brigaram, ficaram infelizes e revoltadas (com raiva) com seus pais.
Os pais que dizem que “criança não tem querer” estão educando?
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Como ajudá-la a vencer o medo
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| Capa do Livro "Tem um Lobo no Meu Quarto", que ensina as crianças a vencer o medo do Lobo |
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Vencer ou convencer? Obediência não prepara seu filho para a vida profissional
Um dia estava debatendo com um amigo se os filhos deveriam
ser criados para a obediência. Ele dizia que sim, que seu filho tinha que
obedecê-lo. Eu dizia que não, que eu tinha que convencer minha filha. Vencer ou
convencer? Quando o pai obtém obediência, ele vence a criança: o pai ganha, a
criança perde. Convencer quer dizer vencer juntos. O pai que convence ganha
junto com seu filho (e vice versa, para o filho que convence o pai), mas quem ganha mais é o filho. Por quê?
Porque a habilidade de convencer e de ser convencido
(negociar e/ou mudar de opinião) é uma habilidade essencial para o sucesso no
século 21. Se o pai parte para a ameaça e a violência, ele não ensina seu filho
a argumentar, negociar, raciocinar, cooperar. Essas habilidades são essenciais para o
sucesso nos dias atuais e provavelmente nas próximas décadas. Isso porque as
pessoas não gostam mais de quem manda, ordena, oprime, e pede obediência.
Funcionários não gostam de chefes, querem líderes. O líder não manda; ele
convence, motiva, negocia.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Ensinar a fazer "o que é certo"
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| Mestre Yoda: "O Medo o Mal é" |
A manipulação é uma face do autoritarismo, acredito, também ensinada pelos pais que tentam manipular seus filhos com promessas e prêmios em vez de ameaças (do autoritarismo convencional).
Diria que quem premia seu filho para conseguir comportamentos específicos é quase tão autoritário quanto quem ameaça e castiga para evitar comportamentos "maus". O “bom” comportamento deve ser estimulado a partir da compaixão e da razão, e não a partir do medo ou da ambição.
Por isso, com minha filha, não prometo recompensas, não ameaço com punições. Ensino a fazer “o que é certo”, isto é, o que é justo, compassivo, racional. Estimulo a ação que nasce da compaixão e da razão, não do medo ou da ambição.
Afinal, diria mestre Yoda, “O medo e a ambição o mal são”.
Diria que quem premia seu filho para conseguir comportamentos específicos é quase tão autoritário quanto quem ameaça e castiga para evitar comportamentos "maus". O “bom” comportamento deve ser estimulado a partir da compaixão e da razão, e não a partir do medo ou da ambição.
Por isso, com minha filha, não prometo recompensas, não ameaço com punições. Ensino a fazer “o que é certo”, isto é, o que é justo, compassivo, racional. Estimulo a ação que nasce da compaixão e da razão, não do medo ou da ambição.
Afinal, diria mestre Yoda, “O medo e a ambição o mal são”.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
É difícil explicar certas coisas à minha filha
É difícil explicar certas coisas à minha filha. Não, não estou falando de sexo. Sexo é fácil de explicar. Também não estou falando da questão da moda: o casamento gay. Isso também é fácil de explicar. É tão fácil explicar o amor!
Estou falando de coisas realmente difíceis de explicar, como a violência dos pais contra os filhos.
terça-feira, 2 de abril de 2013
A disciplina deve valer sempre, mesmo em dia de festa
Por que, num belo dia (de festa), um pai ou uma mãe consciente abre mão de sua consciência?
Uma coisa que aprendi com minha filha (e os filhos dos outros) é que as orientações devem valer sempre. Tem gente que suspende suas orientações num dia de festa: “ah, hoje é festa, hoje pode comer doce! Vai filho, come um docinho!”. O que isso ensina?
Uma coisa que aprendi com minha filha (e os filhos dos outros) é que as orientações devem valer sempre. Tem gente que suspende suas orientações num dia de festa: “ah, hoje é festa, hoje pode comer doce! Vai filho, come um docinho!”. O que isso ensina?
Primeiro, que as suas orientações podem ser suspensas conforme o seu capricho. Segundo, que aquilo que é proibido nos outros dias é uma coisa boa, um prêmio que pode ser aproveitado no dia de festa, no fim de semana, no passeio com o papai/mamãe divorciado que vem visitar naquele dia. Veja como é confuso: doce estraga os dentes e é um veneno no dia-a-dia, mas no dia de festa você vem e diz “filho, pode tomar esse veneno, pois é festa!” Complicado, né?
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
O estresse causa a "desobediência"
Depois de relaxada, minha filha cumpre as suas obrigações no primeiro (no máximo no segundo) pedido.
Nas últimas semanas, comecei a notar que minha filha andava "desobedecendo" demais. Por "desobedecer" quero dizer "resistir a fazer suas tarefas e obrigações", como tomar banho, arrumar suas coisas, fazer a lição de casa. Se normalmente tinha que lembrá-la de duas a três vezes dessas coisas, nas últimas semanas, precisava lembrá-la dez vezes! Na décima, já sem paciência, já tinha jogado pela janela os princípios e lições deste blog! Já mandava e ameaçava de castigo.
Mas então ganhei consciência disso, e me lembrei de minha crença em minha filha, no fato de que ela procura fazer o que pode para fazer a parte dela, e na minha visão de que muitas das inadequações do comportamento das crianças são causadas por fragilidades do corpo, não do caráter. Entre as fragilidades do corpo está o amadurecimento do cérebro. Comecei a pesquisar sobre isso e caí nesta reportagem da revista Isto É sobre o estresse infantil. Minha hipótese mudou: seria estresse? Se fosse, minha abordagem, que ia ficando mais autoritária, seria contra-producente, inadequada. Por que estresse? Porque Sofia é bastante exigente consigo mesma, não gosta de errar, sempre tenta fazer o melhor e detesta falhar.
Então fiz o teste.
domingo, 16 de setembro de 2012
Se você ensina seu filho a obedecer, está ensinando-o a ser autoritário
Eu não quero que minha filha seja obediente, quero que seja colaboradora, negociadora, convencedora, líder, honesta, respeitosa e cumpridora de acordos.
Quem é que aguenta, nos dias de hoje, pessoas mandonas, que
tratam os outros no grito? Na época em que eu fui criado não, o padrão era
outro até há relativamente pouco tempo, mas as coisas mudaram e quem é mais velho, como eu, pode precisar lutar todos os dias contra o que aprendeu a fazer. Chefes que
gritam acabam processados por assédio ou, no mínimo, perdem o respeito de seus
“colaboradores”. A própria palavra da moda para “empregados” já diz tudo: o que
se espera é colaboração e não obediência. Então, por que os pais continuam
tentando ensinar seus filhos a obedecerem, continuam tratando-os no grito,
disputando poder com eles?
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
O que é ser herói?
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| O que é ser herói para seu filho? |
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
O que está por trás do castigo físico contra as crianças?
Por trás do castigo físico contra crianças está presunção de
que esta é a linguagem que elas entendem. Bate-se em crianças, mas não em
adultos, pois se acredita que o castigo (físico ou não) molda a personalidade e ensina.
As crianças são mesmo tão burras que não podem moldar seu próprio comportamento
pela compreensão?
Hoje, o entendimento que se tem não justifica castigo físico
nem contra animais, então por que as crianças são tratadas de uma forma mais
rude?
Na verdade, bate-se em crianças, mas não em adultos, porque
adultos revidam, batem de volta, chamam a polícia, deixam de amar quem bateu
neles. Bate-se em crianças não porque elas são pouco inteligentes, mas porque
foram os adultos que tomam conta delas que abriram mão de sua própria
inteligência para usar meio estúpido, dispensável, ineficaz e que não molda
personalidades: a violência deforma-as.
Eu aprendi com Sofia que na verdade as crianças respondem
melhor à inteligência que ao castigo, à compaixão que à ameaça.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
quarta-feira, 25 de julho de 2012
A avaliação de Sofia na escola
Acabo de receber da escola a avaliação de minha filha, que me deixou orgulhoso e feliz por confirmar aquilo que observo em casa. Pode ser sua tendência inata, mas acho que nossa capacidade de aprender com ela as coisas que relato neste blog tem muito a ver com quem ela vai se tornando, e é uma prova que criar filhos sem autoritarismo dá certo. Leia este relato que não é de um pai coruja:
Sofia iniciou o ano letivo de 2012 com alegria e entusiasmo. Relaciona-se muito bem com as professoras. Amplia o vínculo de amizade com colegas a cada dia.É uma menina alegre, meiga e educada. Interage bem com a turma, respeitando a todos.
sábado, 21 de julho de 2012
Definir as escolhas em duas ou três opções definidas
Educar sem autoritarismo envolve deixar os filhos escolherem. Entretanto, a escolha deve ser estruturada em um número pequeno de opções aceitáveis para os pais. Você não vai colocar na lista de opções coisas que não são saudáveis, éticas, seguras, etc.
Haverá escolha dentro de limites. Essas escolhas envolverão tradeoffs (palavra do inglês para “toma-lá-dá-cá”), o que é importante para formar a habilidade de fazer decisões.
Nas diversas situações do dia-a-dia com minha filha (na hora de comer, de se vestir, de escolher um brinquedo, de escolher uma amiguinha para convidar para brincar, etc.), eu deixo-a decidir entre as opções que estruturo para ela.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Não deixar a bronca ser confundida com rejeição
Se tiver que dar bronca, não se afaste de seu filho
Muitas vezes os pais têm que chamar a atenção dos filhos e criticar seu comportamento. São casos em que o comportamento pode expor as crianças ao perigo, pode estar implicando no desrespeito dos direitos dos outros, ou é considerado inadequado pela sociedade, entre outras situações. Às vezes isso sai na forma de uma bronca, uma repreensão.
Muitas vezes os pais têm que chamar a atenção dos filhos e criticar seu comportamento. São casos em que o comportamento pode expor as crianças ao perigo, pode estar implicando no desrespeito dos direitos dos outros, ou é considerado inadequado pela sociedade, entre outras situações. Às vezes isso sai na forma de uma bronca, uma repreensão.
Eu aprendi com Sofia que é importante que essa bronca não seja confundida com rejeição. Isso é difícil se a bronca já for expressa com raiva. Alguns pais usam a raiva para poderem ser firmes com os filhos. Outros, sentem raiva e pronto, pois estão mais focados em si mesmos que no universo de seus filhos. Essa raiva afasta pais e filhos, e envenena sua relação. Quando eu chamo a atenção da Sofia ou dou uma bronca, eu deixo claro que não a rejeito, que eu a amo, mesmo que a bronca seja desagradável para ela. Digo que não gostei com firmeza (sem raiva, embora às vezes a impaciência também apareça, mesmo tentando evitá-la), mas se ela ressentir, pego no colo, abraço, explico. Quando dou uma bronca, sou firme, mas não me afasto de minha filha. Ao contrário, eu me aproximo. Com isso, minha filha me escuta cada vez mais e não finge, como muitas crianças, que não está entendendo (nem mesmo ouvindo) a repreensão do pai.
Na próxima vez que tiver que repreender seu filho, experimente logo após, ou ao mesmo tempo, chamá-lo para perto de si, colocá-lo no colo e explicar por que você não gostou do seu comportamento enquanto o abraça e é carinhoso. Pergunte se ele entendeu e se vai tentar evitar esse comportamento no futuro. Para mim, dá certo!
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